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A Princesa da Casa

Eu sou a mãe, ela é a filha - a princesa. Embora às vezes os papéis se invertam!

Podia viver sem o meu telemóvel, mas...

...mas, não era a mesma coisa! Se o telemóvel toca e no visor vejo a palavra "CRECHE", o meu coração dispara [para quem gosta de adrenalina e sensações vertiginosas, não há melhor]. Se estou reunida com colegas ou a terminar um trabalho urgente, aquela chamada passa a ser o EMERGENTE. Atendo e sinto um alívio súbito, ah era só isso, mas tem a certeza? A B. está bem, não está?

Só para que saibam, a mãe da princesa antes de dar à luz a B. ignorava completamente este objecto extraordinário - o telemóvel passava a maior parte do tempo no silêncio e abandonado, junto a tantos outros objectos extraordinários que habitam na mala de uma mulher. Agora, sempre que a mãe da princesa está longe dela, o telemóvel está bem visível e em grande destaque!

E é por isto e por outras tantas coisas mais que já percebo porque é que o coração de mãe não descansa, é porque está sempre alerta!

E hoje é dia da mãe, da minha!

Parabéns mãe! Hoje é o teu dia! Agora que sou mãe compreendo a tua eterna preocupação, o teu excesso de zelo e o teu amor incondicional! Parabéns avó! Hoje é o teu dia! Agora que és mãe a dobrar, fazes da tua neta uma menina muito feliz! Uma menina que solta gargalhadas espontâneas sempre que está contigo!Parabéns! Hoje é o teu dia!

"(...)às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo, 
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia 
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz. 
lê isto: mãe, amo-te(...)"
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"

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E foi precisamente há um ano que descobri que estava à espera de uma menina, da princesa B.. A ecografia das 22 semanas mostrou que o coração da pequena princesa estava saudável, que todos os seus órgãos cresciam com vitalidade e que seria uma menina alta e pesada! O tempo não passa, voa! Hoje a B. já está aqui, crescida, sorridente, alta, pesada (8kg) e observadora, a alegrar a minha vida e a da família!

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Hoje é dia das mentiras, mas mentiras não tenho, só grandes verdades! Carpe diem!

 

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Maternidade [18 ]: A decisão de ser mãe.

Ser mãe é um desejo de quase todas as mulheres. Mas hoje em dia, esse desejo deixou de ser prioritário e vai sendo adiado ano após ano. Aconteceu comigo e acontece com muitas outras mulheres. Actualmente, as mulheres têm outros objectivos, outras realizações, no campo pessoal, profissional, social e financeiro. A emancipação da mulher e a evolução dos meios anticoncepcionais fazem da nossa sociedade, a sociedade do filho único e tardio. Abriu-se um novo horizonte para a mulher, felizmente. A nossa vida já não se restringe ao casar, ter filhos e cuidar da casa, vai muito mais para além disso! E é claro, multiplica-se o trabalho, mas também se multiplicaram os privilégios e as conquistas!

Ser mãe é um desejo que mais tarde ou mais cedo queremos concretizar - assim que o relógio biológico chama por nós, temos que tomar uma decisão. Aquele projecto adiado passa a ser uma obsessão! Quando entrei na casa dos 25 anos, muitos me perguntaram -"Para quando o bebé? -  e à medida que os anos avançaram a pergunta tornou-se demasiado repetitiva. Sempre soube que não iria ser mãe jovem, mas tinha uma única certeza, talvez por conhecer alguns casos extremamente difíceis, não queria passar muito para lá dos 30! Estudos mostram que as hipóteses de engravidar diminuem com a idade devido a inúmeros problemas ginecológicos. Talvez, com esta decisão, tenha adiado outros tantos sonhos e planos, é certo que poderia viajar mais, aprender mais, encontrar outras metas profissionais, mas ter um filho tornou-se prioritário. E com o seu nascimento reformulei os meus sonhos e os meus planos. Hoje, quando me perguntam qual a sensação de ser mãe, respondo: "É maravilhosa, se soubesse já o teria sido há mais tempo". Mas, no meu consciente sei que tomei a decisão na altura certa - na altura em que estava preparada para o ser!

 

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Maternidade [17]: a Amamentação

 

A amamentação é um assunto tão complexo e ao mesmo tempo tão interessante que poderia dar origem a uma qualquer tese de final de curso (e acredito que já deu). Sobre ela existem várias opiniões, algumas demasiado fundamentalistas. Há quem decide não amamentar sem sequer experimentar. Depois há quem simplesmente não amamente porque não pôde ou porque desistiu. E há quem amamente até aos dois ou três anos, e há quem amamente e sente um orgulho desmedido por esse facto e não aceita opiniões contrárias. Acho que quem não amamenta é livre de o fazer, é algo muito intimo da relação entre mãe e filho, e só a mãe saberá, melhor do que ninguém, o que deve ou não fazer.

Mas, o que pretendo com este post não é registar mais uma dissertação, até porque existem livros, sites, blogs e especialistas muito competentes nesta área, que explicam muito bem todo este processo e todos os benefícios da amamentação! Pretendo apenas registar aqui a minha experiência e opinião pessoal, até porque eu decidi amamentar!

Inicialmente a amamentação parece um bicho de sete cabeças. Primeiro porque o bebé pode não pegar correctamente, depois porque surge constantemente a dúvida do - será que tenho leite? O bebé está sempre a querer mamar, se calhar não tenho leite? Se calhar o bebé está com fome? Há também a questão da subida de leite, nos primeiros dias após o nascimento do bebé o nosso peito começa a ficar duro e a doer muito, então há todo um processo de massajar para evitar problemas. Além disso, durante o primeiro mês os nossos mamilos ficam doridos, podemos eventualmente ficar com feridas, e podem surgir mastites - isto acontece quando estamos a produzir muito leite e o bebé não é um bom sugador ou não está a conseguir chegar as todas as partes da mama. 

Mas, à parte de tudo isto, e após vários meses a amamentar, fico nostálgica quando penso no seu fim. É mais um elo que se quebra! Amamentar é um momento de ternura entre mãe e filho! Um momento único que só a mãe natureza nos oferece!

Mas, sinto-me feliz por o ter conseguido fazer até agora e por ter dado essa benesse à minha filha. É certo que a partir de determinada altura e porque as dúvidas do - será que tenho leite - começaram a ser permanentes, e porque a B. também bolçava o meu leite, introduzi o suplemento, mas também é certo que nunca desisti de lhe dar de mamar.

E o meu conselho para as mamãs que querem muito amamentar é nunca desistir! O bebé passa por uma fase em que quer estar sempre ao nosso peito e nessa altura pensamos que ele tem fome, mas não, ele quer apenas conforto e carinho e sabe que o tem quando está ligado a nós. Amamentar acaba por dar continuidade aos nove meses de gestação e acaba por adaptar o nosso bebé a este mundo tão diferente!

A amamentação pode ser complicada inicialmente, mas é uma experiência enriquecedora que aconselho vivamente! 

 

Imagem retirada do site http://www.minutosaude.pt