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A Princesa da Casa

Eu sou a mãe, ela é a filha - a princesa. Embora às vezes os papéis se invertam!

Um amor à distância

A vida juntou-nos num encontro ocasional, num lugar pouco provável, mas num momento certo. A vida mostrou-nos que existem amores eternos e que surgem do nada, à primeira vista. Mas, a mesma vida, ou destino, faz questão de nos lembrar que nem tudo corre como queremos.

E, sou diariamente invadida pela saudade, convivo bem com a solidão, aprendi a lidar com ela, mas sinto a tua falta! Sinto a falta dos momentos que poderíamos viver juntos se não fossem os obstáculos... Sinto a falta de um futuro sonhado em conjunto. Sinto a tua ausência a cada momento e mais quando preparo o jantar, quando vou às compras e quando me deito na cama à noitinha. Há um lugar vazio, um lugar por ocupar, que é diariamente ocupado pela saudade!

Cada reencontro é sempre tão fugaz, tão breve... Há tanto que fica por dizer, tanto que deixo cá dentro com medo de perder a ilusão do momento. E tanto que fica por fazer, tantos planos quebrados. Mas, cada beijo, cada abraço, cada noite juntos é o relembrar da primeira vez e uma promessa para toda a vida! 

E assim, duas pessoas tão diferentes, de mundos distantes, fazem questão de provar diariamente que é possível ultrapassar barreiras, desde que o amor seja forte e verdadeiro como o nosso. 

 

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Nota: Imagem retirada de http://sicnoticias.sapo.pt/ -- »» Um "coração de pedra" na linha de comboio Bukit Timah, Singapura

 

 

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Ao encontro da inspiração

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Como se fosse um fogo, ou uma chama, a arder dentro de mim, quando aparece, é instantânea, esta vontade de escrever que me dá tanto prazer. E dos meus dedos surgem do nada palavras que constroem um todo, com ou sem sentido, pouco importa, o que importa, é que me sinto vivo quando esta vontade louca de escrever desperta em mim.

Mas, há dias em que me sinto vazio, perdido, e vejo o acumular de papel amarrotado debaixo da secretária, sinto o suor a percorrer-me o corpo, sou invadido por um desespero inútil porque não gosto de nada do que escrevi. São linhas e linhas rasuradas e nem um copo de vinho me trás alento. O quarto pequeno, com cheiro a mofo, de uma pensão velha no centro da pior parte da cidade, também não ajuda.

Levanto-me, sentindo os músculos presos por causa das horas continuas ali sentado, vou até à janela, inspiro o ar poluído, observo o ambiente nocturno, acendo um cigarro e olho para o relógio de parede - é esta pressão imposta pelos horários que dá cabo do meu sistema nervoso, da minha inspiração. Desisto, por hoje desisto. A cabeça está demasiado ocupada com pensamentos supérfluos, a data de entrega terá que ser mais um vez adiada. Mas, conheço alguém que é capaz de me acalmar, que me trata como menino, que me dá alento e que mima quando preciso.

Apago o cigarro. E depois de um duche de água gelada, vestido e perfumado, deixo a porta bater por de trás de mim, desço as escadas da pensão e vou ao encontro do conforto nos braços desse alguém. 

[Ficção - Life Moments]

 

Imagem de www.revistabula.com

Quem não te ama foge!

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Acreditei.

Acreditei nas tuas palavras floreadas, nos teus atos grandiosos, nas tuas atitudes carinhosas, nas tuas promessas para a vida. Fiquei horas a imaginar-nos, a fazer planos para o futuro, a sonhar acordada, deitada sobre a cama, a ver estrelas debruçada sobre a janela à noitinha, acreditei que eras tu o meu príncipe encantado e que finalmente te tinha encontrado. Talvez a culpa fosse das histórias de encantar que li durante a infância, ou talvez fosse minha, por ainda acreditar que um amor assim era possível. Mas, o que é certo é que tu prendeste-me a ti quando me mostrastes que não podias viver sem mim e quando mostraste ao mundo que eu era o grande amor da tua vida! Mas, afinal a nossa história teve um fim. Quando tudo parecia bem, acabou. Assim como depressa entraste, depressa saíste, foste embora sem uma única palavra, pouco importa que fosse floreada ou não, eu só queria uma explicação. Dói pensar que tudo foi em vão, as horas perdidas a sonhar, os planos sem futuro, a paixão arrebatadora, o amor que terminou... Dói pensar que foste um dos mais belos erros da minha vida.

Dói. 

[Ficção - Life Moments]

 

Fotografia by Aliza Razell

Ser mulher também é isto...

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Às vezes até me esqueço que sou gente, parece que o tempo me devora, que a vida me consome. Sinto-me eléctrica como um computador em constante processamento, ora faz isto, ora executa aquilo. E as noites tornam-se inimigas do meu sono, tal não é o turbilhão de pensamentos que nem um reset consigo ter com total tranquilidade. Por momentos chego até a delirar, penso que nunca vou conseguir parar, que o controlo remoto está avariado e que o botão do zapping ficou bloqueado.  

Mas, em constante descarga de energia, quando olho para os meus filhos [e penso o quanto eles já estão crescidos] tenho vontade de gritar - "Pára mulher, és uma gaja, não és uma máquina, vive!"

[Ficção - Life Moments]

 

 Fotografia by Benoit Courti