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A Princesa da Casa

Eu sou a mãe, ela é a filha - a princesa. Embora às vezes os papéis se invertam!

a Mãe

"Respira. Serás mãe por toda a vida.
Ensine as coisas importantes. As de verdade.
A pular poças de água, a observar os bichinhos,
a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes.
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca.
Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta,
sejam aqueles que você não deu.
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Deixe ele imaginar. Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo,
as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe ficam.
Muitas vezes você pode lavar os pratos mais tarde.
Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais.
Menos presente e mais presença! E, acima de tudo, respira.
Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez.”

(Autor desconhecido)

 

Este texto é lindo. Quando se é mãe é de facto muito dificil ficar indiferente a textos deste género. E este em especial, é tão verdadeiro! Há momentos do dia em que estamos tão obcecados em fazer isto ou aquilo que esquecemos o fundamental, parar um instante e dar atenção à criança que tanto amamos e que um dia deixará de o ser. E tenho a certeza de quando esse dia chegar, dariamos de tudo para voltar a repetir os momentos de ternura e brincadeira. A maior parte das birras deles, que muitas vezes nos fazem perder a paciência, são apenas uma forma de nos dizer: «mamã brinca comigo» / «mamã preciso do teu colo» / «mamã gosto tanto de ti, porque é que não tens mais tempo para mim». 

Maternidade [18 ]: A decisão de ser mãe.

Ser mãe é um desejo de quase todas as mulheres. Mas hoje em dia, esse desejo deixou de ser prioritário e vai sendo adiado ano após ano. Aconteceu comigo e acontece com muitas outras mulheres. Actualmente, as mulheres têm outros objectivos, outras realizações, no campo pessoal, profissional, social e financeiro. A emancipação da mulher e a evolução dos meios anticoncepcionais fazem da nossa sociedade, a sociedade do filho único e tardio. Abriu-se um novo horizonte para a mulher, felizmente. A nossa vida já não se restringe ao casar, ter filhos e cuidar da casa, vai muito mais para além disso! E é claro, multiplica-se o trabalho, mas também se multiplicaram os privilégios e as conquistas!

Ser mãe é um desejo que mais tarde ou mais cedo queremos concretizar - assim que o relógio biológico chama por nós, temos que tomar uma decisão. Aquele projecto adiado passa a ser uma obsessão! Quando entrei na casa dos 25 anos, muitos me perguntaram -"Para quando o bebé? -  e à medida que os anos avançaram a pergunta tornou-se demasiado repetitiva. Sempre soube que não iria ser mãe jovem, mas tinha uma única certeza, talvez por conhecer alguns casos extremamente difíceis, não queria passar muito para lá dos 30! Estudos mostram que as hipóteses de engravidar diminuem com a idade devido a inúmeros problemas ginecológicos. Talvez, com esta decisão, tenha adiado outros tantos sonhos e planos, é certo que poderia viajar mais, aprender mais, encontrar outras metas profissionais, mas ter um filho tornou-se prioritário. E com o seu nascimento reformulei os meus sonhos e os meus planos. Hoje, quando me perguntam qual a sensação de ser mãe, respondo: "É maravilhosa, se soubesse já o teria sido há mais tempo". Mas, no meu consciente sei que tomei a decisão na altura certa - na altura em que estava preparada para o ser!

 

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