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A Princesa da Casa

Eu sou a mãe, ela é a filha - a princesa. Embora às vezes os papéis se invertam!

Sobre a vida e sobre os livros que nos fazem pensar...

Há livros que só fazem sentido serem lidos em determinadas fases e momentos da vida, porque só nessas fases é que conseguimos ter o espírito aberto para entender e perceber a dimensão da vida. A "Profecia Celestina" de James Redfield , é um desses livros, uma bíblia para quem acredita que todos nós somos mais que isto, que todos nós andamos cá para fazer mais do que aquilo que realmente fazemos.

 

Se há coisa que sempre questionei na vida foi "o que andamos cá a fazer?", "será que é só crescer, estudar, casar, ter filhos, trabalhar, pagar a casa, comprar o carro, envelhecer e morrer?". Tipo piloto automático? Não faz sentido, pois não? Esta mania de questionar a vida é a minha veia filosófica a falar mais alto e que sempre me acompanhou desde miúda. E é bom encontrar nos livros respostas. É bom encontrar gente com a capacidade de questionar a vida. É bom encontrar nos outros respostas. 

 

Mais recentemente, para responder a uma fase menos boa da minha vida, aprendi a adoptar a expressão, é porque tinha que ser... ou não. Ás vezes, não vale a pena matar a cabeça, afundarmos-nos em pensamentos maus, tentar encontrar uma justificação, porque mais cedo ou mais tarde ela acaba por aparecer. E percebes que faz todo o sentido o que aconteceu lá atrás, porque tinha mesmo que ser assim!

O lema, é aceitar, é viver o melhor e mais possível, e é acreditar que tudo faz sentido!

 

Sobre o livro não vos vou fazer o resumo, mas deixo a sinopse para que se entusiasmem a ler também!

 

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"Inspirado num antigo manuscrito peruano, este livro é um romance de iniciação à nova consciência - transcendente, espiritual - que está a emergir no mundo. Tomando como modelo, ainda que remoto, a procura do Graal, A Profecia Celestina não é apenas a história de uma aventura e de uma descoberta; é, sobretudo, um guia com o poder de reinventar as nossas percepções existenciais e de nos conduzir em direcção ao futuro com renovado optimismo e energia."

 

 

 

Mulher e Mãe

Desde que me conheço como gente que para mim a escrita é uma paixão e um sentido na vida. Faço-o nos poucos tempos livres que me sobram entre ser mãe, mulher, dona de casa, profissional e amiga, mas se pudesse faria dela a minha profissão. 
 
No passado dia da mãe fui ao lançamento da colectânea"Poema Mulher", das Edições Vieira da Silva, no Inspira Santa Marta Hotel (que aliás, é lindo). Sinto este livro como um pequeno sonho tornado real, uma vez que é um bocadinho meu, pois participo com dois poemas da minha autoria. 

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É claro que foi uma experiência diferente, gira, e ter a minha filha a partilhar esse momento comigo foi o melhor de tudo. Quando me apresentei à plateia, e recitei um dos meus poemas, "Valoriza-te", ali estava a princesa da casa a admirar tudo e todos e "como que" a dar-me o seu apoio. 

 
Um dia que terminou bem, entre grandes amizades, e que despertou da melhor forma possível: «Mãe, já é dia da mãe? Então espera que vou buscar a tua prenda à sala."

O Menino de Cabul, de Khaled Hosseini

O ano passado foi um ano fraco em leituras, e 2017 também não começou bem. Tenho muitos livros em cima da banca de cabeceira à espera do momento certo. 
 
Mas, "O Menino de Cabul", foi uma das leituras de 2016 que não poderia deixar de comentar, por ser um livro profundo, emocionante e um retrato de um país tão diferente do nosso. O Menino de Cabul fala da vida no Afeganistão nas suas diversas fases, antes, durante e no pós guerra, um retrato de uma cultura e de uma realidade tão distante da nossa. Além disso, toca em aspectos psicológicos tão próprios de qualquer ser humano ao contar a vida de Amir desde a sua infância, os seus medos, os seus sonhos, os seus fantasmas e  a sua insegurança. 
 

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a Sinopse
"No inverno de 1975, em Cabul, tudo o que Amir mais deseja no mundo é ganhar um concurso de papagaios para poder impressionar o seu pai, e Hassan, o seu amigo inseparável, está determinado a ajudá-lo. Mas, na tarde do concurso, um terrível acontecimento vai destruir os laços que unem os dois rapazes para sempre. E, mesmo quando a família de Amir é forçada a fugir do Afeganistão após a invasão soviética, Amir sabe que um dia terá de regressar à sua terra natal em busca de redenção."
 
 

factos a retirar do livro 

 

quando magoamos quem mais nos ama e quem amamos, abrimos uma ferida para sempre; 

 

nem sempre o ser que aparenta ser mais perfeito, com acções perfeitas, é verdadeiramente perfeito, todos erramos;

 

nos momentos de aflição mostramos verdadeiramente quem somos, e os medos que nos frequentam; 

 

na vida tudo retorna e há sempre hipótese de fazermos as coisas de maneira diferente; 

 

as nossas origens são insubstituível, são muito daquilo que hoje somos;

A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins

Dizem que "A Rapariga no Comboio" é o livro do ano 2015, pois para mim é também o de 2016! O livro de Paula Hawkins é um thriller de leitura compulsiva, surpreendente e arrebatadora. Ficamos envolvidos na vida e na história de Rachel, a rapariga no comboio, desde o início ao fim da história. 

 

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a Sinopse:

«Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.»
 
factos a retirar do livro
 

será que conhecemos realmente bem a pessoa que vive ao nosso lado? 

 

a imagem que temos do outro não é uma imagem nítida da realidade, é uma construção ilusória com base nas nossas expectativas, nas suas atitudes e na nossa inocência; 

 

um bom mentiroso mente tão bem, que se engana a si próprio, e dúvida dos outros;

 

todos os passageiros escondem uma vida, em todas as casas habita uma história;

 

somos culpados quando acreditamos mais nos outros do que em nós;

 

 

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