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A Princesa da Casa

Eu sou a mãe, ela é a filha - a princesa. Embora às vezes os papéis se invertam!

A Princesa da Casa

Eu sou a mãe, ela é a filha - a princesa. Embora às vezes os papéis se invertam!

26.02.14

A espera.


Maria João Costa

 

 

Guardarei esta espera na memória. Guardarei até que tudo acabe e o planeta deixe de ter vida. Guardarei até que a terra seque e eu, centenária, morra. Sentado, horas a fio, de olhar vago e coração solitário, o Manuel espera. Para ele, a vida já deixou de ser vivida.

Aqui mesmo, neste lugar, onde perduro, ouvi juras de amor, palavras de carinho e vi momentos de ternura. Aqui brincaram crianças, correram, treparam-me, soltaram gargalhadas. Aqui, à noite, no Verão, viam-se as estrelas, contavam-se histórias, planeavam-se os dias, confidenciavam-se sonhos e viam-se beijos, abraços e carícias. Mas, nem todos os dias eram felizes, também se viveram momentos difíceis, horas em que se tinham que tomar decisões, dias em que não era fácil olhar em frente. Foram verbalizadas palavras e tomadas atitudes que magoavam. Mas, as feridas, mais tarde ou mais cedo, saravam.

E hoje, sentado, horas a fio, frente à casa, outrora caiada de fresco, o Manuel espera. Olha o infinito, sem pensar em nada, sem desejar nada, sem planear nada. Espera como se ela um dia voltasse. Espera como se ela pudesse sair de casa e chamar por ele, a resmungar entre dentes, que o almoço já estava frio.

 

[Ficção - Life Moments]

 

* Fotografia by Alexandre Cibrão - www.acibrao.com

24.02.14

Maternidade [16]: A princesa B. e a iniciação à creche


Maria João Costa

Hoje foi o primeiro dia de creche da B. - primeira impressão - estranhou é claro, chorou, mas quando saímos ficou calma, ao colo da educadora.

Tentei ocupar-me durante as duas horas que ela ficou lá (sim, apenas duas horas, é melhor para ela...), mas foi inevitável, estava sempre a olhar para o relógio e  a pensar nela. Assim que voltei à creche, ansiosa por tornar a vê-la, a B. estava na espreguiçadeira, viu-me, fez beicinho (como quem diz "onde é que andaste?"), sonorizou um "mamã" (a sua primeira palavra), e acabou por sorrir!

Isto da iniciação à creche é mais complicado para as mamãs do que para as suas crias. Nós queremos sempre que elas estejam perto de nós, mas chegará o dia em que elas seguirão a sua vida. E afinal, é só uma fase... Mais uma.

Eu sei que até é bom para ela estar lá, tirando a parte das gripes e constipações. Eu sei que ela vai adaptar-se bem, fazer amiguinhos e aprender mais. E também sei que a vão tratar bem, que serão as segundas mães da princesa B., apesar de ficarmos sempre com uma restia de dúvidas em relação a isso. Eu sei tudo isto, mas, é difícil, faz parte de ser mãe!

 

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22.02.14

Maternidade [15]: A princesa B. e a crise


Maria João Costa

Parece que a B. está solidária com a crise. Andava a dormir tão bem à noite, mas nos últimos dias o caso complicou-se, acorda a chorar. Um choro cortante e angustiante. Depois de despistarmos todas as hipóteses que poderiam originar tal choro (fralda suja, calor, frio, dor, febre), rendemo-nos aos factos, a princesa B. entrou na crise da "separação ou angústia".

E o que é isto da crise? Andei a pesquisar sobre o assunto, segundo alguns entendidos, o bebé passa por 4 crises durante o primeiro ano de vida. Resumindo:

1) Período Simbiótico

Começa aos 3   meses. A partir deste   trimestre o bebé começa a perceber que a mãe não está ligada a ele. O bebé   percebe que precisa de chama-la para ter o que necessita e fica ansioso. O bebé fica   agitado, começa a dormir mal e por vezes deixa de querer mamar. Pode durar até quinze dias. Os pais devem   dominar a ansiedade e compreender que é uma fase pela qual o bebé precisa de   passar para crescer.

2) Formação do   triângulo familiar 

Ocorre entre os 5 e os 6   meses. Nesta fase o   bebé começa a reconhecer a figura do pai, até ao momento a mãe era a figura   mais importante da sua vida. O início da formação do triângulo familiar -   mãe/filho/pai - dá origem a mais uma crise. O bebé começa a   dormir mal, fica impaciente e o apetite diminui. Também é nesta fase que os   dentes podem começar a romper contribuindo para aumentar a agitação do bebé. Mais uma vez, o   conselho para os pais é o mesmo - muito amor e tranquilidade, pois a   ansiedade gera ainda mais ansiedade!

3) Separação ou   angústia 

Ocorre entre os 6 e 8 meses. O   bebé fica angustiado com a ausência da mãe, pensa que ela já não volta, começa a estranhar as pessoas que vê com menos frequência   e quer estar sempre ao colo da mãe! Nesta   fase o transtorno do sono é mais acentuado, durante a noite o bebé acorda   várias vezes a chorar - na cabeça dele quando a mãe apaga a luz e saí do   quarto, ele pensa que ela nunca mais volta! Esta crise pode durar entre três a quatro   semanas. Neste   período é necessário que o bebé encontre um objecto de transição que o acalme   e que esteja sempre com ele. Pode ser a chupeta ou um boneco. 

4) Dependência vs   independência

Começa quando a criança começa a andar. O bebé quer caminhar, ser independente, descobrir o mundo ao seu redor, mas   por outro lado precisa muito de colo e carinho. É esta ambiguidade que o   torna ansioso e agitado. O bebé agitado durante o dia, acorda várias vezes durante a noite e   começa a comer pior. Mais   uma vez, é preciso muito amor, muita compreensão e um ambiente seguro.

A boa notícia é que a princesa B. já vai a meio das crises , só falta uma. Mas, até quando? Não se esqueçam que ainda temos a famosa crise da adolescência e a crise da meia idade, etc.... Pois é, parece que as crises nos acompanham durante toda a vida.

A má notícia é que esta crise pode durar mais três semanas! Socorro! Resta-me aceitar esta fase e continuar a dar muito amor e apoio à B.. Afinal, tirando o transtorno no sono, ela continua a ser um bebé sorridente e encantador.

 

E como foi com os vossos filhos?

 

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18.02.14

As rubricas do meu blog


Maria João Costa

Era urgente arrumar este blog, que caos! E foi o que fiz ontem, arrumei cada post na sua respectiva gaveta. É claro que alguns posts ficaram fora das gavetas, são pensamentos soltos, meras divagações do dia a dia.

Assim, criei seis rubricas que estão directamente relacionadas com os meus interesses pessoais:

Maternidade [-]: a fonte inspiradora do meu blog; O diário dos momentos mais importantes da vida da princesa B., desde o seu nascimento ao aparecimento do seu primeiro dente, e outros mais; Um espaço com dicas e temas úteis e actuais, tal como o uso do sling e as cólicas do recém-nascido;

Treinando a escrita [-]: porque adoro escrever, porque as histórias e as palavras são uma parte importante da minha vida, aqui crio pequenas histórias, tais como a "Estátua", "Dançar à chuva..." ou "O Reencontro."

Citação da semana [-]: porque há citações que merecem um especial destaque, pretendo citar frases que digam algo importante, frases actuais retiradas de livros, jornais, sites,..;

O que me diz este Livro [-]: a leitura é outra paixão, falar dos livros é continuar as suas histórias, isto porque há livros que quando terminam deixam saudade;

Filmes que marcam [-]: nesta gaveta quero guardar todos os filmes com significado, filmes que nos trazem algo de novo, que nos marcam, tipo "Casablanca", "E Tudo o Vento Levou", ou simplesmente "Mar adentro",..;

Coisas de Mulher [-]: um espaço para escrever sobre bijutaria, roupa, calçado, maquilhagem, presentes, comida, dicas domésticas, poupanças, etc. Enfim, coisas de Mulher!

E agora que o caos ganhou alguma ordem, vou espreitar os cantinhos inspiradores que andam pela blogosfera!

 

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17.02.14

Então, porquê planear?


Maria João Costa
Há dias assim: dias em que curvo as costas, enlaço os braços à volta dos joelhos e poiso a cabeça nos cotovelos. Há dias em que desisto tudo e aceito que é o destino que controla a minha vida.
Eu tentei. Liguei, controlei tudo e todos, pedi, supliquei, fiquei até mais tarde, fiz, entreguei a horas, alertei... Mas, não correu bem. Há sempre uma variável que não consigo controlar! Há sempre alguma coisa que nos escapa e que simplesmente não depende de nós!
É difícil lidar com o erro dos outros quando nos esforçamos continuadamente para evitá-lo. É difícil lidar com o destino quando queremos apenas que tudo corra bem.
Então, porquê planear? Porquê tanta perseverança e precisão, se de um momento para o outro o plano/objectivo foge-nos das mãos...
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15.02.14

Maternidade [14]: mamã babadíssima


Maria João Costa

Estou em estado de "mamã super feliz e babadíssima"! Não, a B. ainda não diz mamã, pelo menos intencionalmente. Mas, já pede colinho! Esta semana, por diversas vezes, ao colo da avó, ou de amigas, esticou os bracinhos para mim! Tão bom! :)

E são estes pequenos pormenores que tornam o nosso mundo cor de rosa, mesmo quando os dias teimam a ser cinzentos!

 

14.02.14

Amor...


Maria João Costa

O amor não está apenas nos lábios, nas palavras, na verbalização. O amor está nas mãos, nas atitudes, nas acções. O amor não desvanece de um dia para o outro. O amor é sólido, é construído com bases, de raiz, com suportes. O amor é mais que paixão, mais que mera conquista, é desejo, é ternura, é amizade. O amor é partilha de tristezas, é um limpa lágrimas que dá apoio. O amor é partilha de alegrias, é um dá abraços que festeja vitórias. 

 

* Fotografia by http://www.morguefile.com/

 

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